CSP-MG e FenaSaúde debatem desafios da saúde suplementar

19 de Setembro de 2018

CSP-MG e FenaSaúde debatem desafios da saúde suplementar

Diretor-executivo da Federação aponta a escalada dos custos como principal problema do setor

titleDa esquerda para a direita: Mauricio Tadeu Barros Morais (diretor de Seguros do Clube), Evaldo de Paula (diretor do Sincor-MG); João Paulo Mello (presidente do CSP-MG), Juliana Queiroz (presidente da Comissão de Seguros de Pessoas do SindSeg MG/GO/MT/DF), Omar Otaviano Dantas Meira (presidente do Conselho Empresarial de Seguros da ACMinas) e André Beraldo de Morais (presidente da Ascor-MG).

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O diretor executivo da FenaSaúde, José Cechin

O Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) reuniu profissionais do mercado, no dia 18 de setembro, em Belo Horizonte, para debater o cenário atual do setor de seguros e planos de saúde, as alterações recentes na legislação e os desafios para a saúde suplementar no País. O diretor executivo da FenaSaúde, José Cechin, ministrou a palestra magna do evento.

Cerca de 170 pessoas compareceram ao encontro, entre corretores de seguros, consultores, executivos de seguradoras, operadoras e assessorias especializadas na área, além da diretoria e conselheiros do CSP-MG.

O diretor da FenaSaúde apresentou números do setor, que hoje atende 47,2 milhões de usuários em planos  médicos individuais, coletivos por adesão e empresariais. Ele também falou sobre as principais dificuldades do segmento com destaque para o aumento das despesas médico-hospitalares que em 2017 chegaram a R$ 178,3 bilhões.

Segundo o dirigente, a disparada dos custos deve-se a diversos fatores, entre eles as novas tecnologias incorporadas ao setor médico, grande utilização dos planos, preços elevados dos procedimentos, além de judicialização, desperdícios e fraudes.  “O aumento de custos vem da soma de muitos fatores que perpassam toda cadeia produtiva da saúde suplementar”.

Para buscar o equilíbrio entre receitas e despesas, Cechin propõe a união de esforços de todos os agentes do setor: operadoras, médicos, consumidores, hospitais, laboratórios, fabricantes de medicamentos, insumos e de equipamentos. “Só com o envolvimento de todos é que poderemos resolver esse problema. O desafio é prestar um serviço de boa qualidade, em redes credenciadas ou referenciadas acreditadas, na medida certa para atender às necessidades dos usuários, entregando valor a eles, isto é, a um custo compatível", ressaltou.

De acordo com o executivo, no Brasil, a iniciativa privada responde por cerca de 57% dos gastos com saúde, diferente dos países desenvolvidos em que a maior parte das despesas é de responsabilidade do setor público, com exceção dos EUA, Turquia e México.

O presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, comentou a importância do setor de saúde suplementar. “Devido à relevante participação do setor privado no custeio da área de saúde, é fundamental que o mercado promova fóruns de discussão sobre as medidas que devem ser adotadas visando, principalmente, à sustentabilidade desse setor”.

Ao final do evento, o diretor da FenaSaúde integrou a mesa de debates composta pelas seguintes autoridades: João Paulo Mello (presidente do CSP-MG), Mauricio Tadeu Barros Morais (mediador e diretor de Seguros do Clube), Juliana Queiroz (presidente da Comissão de Seguros de Pessoas do SindSeg MG/GO/MT/DF), Evaldo de Paula (diretor do Sincor-MG), Omar Otaviano Dantas Meira (presidente do Conselho Empresarial de Seguros da ACMinas) e André Beraldo de Morais (presidente da Ascor-MG).

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