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FenaSaúde participa de workshop sobre modelos por performance na Feira Hospitalar

ASAP reuniu gestores de Saúde para compartilhar experiências bem-sucedidas de novos modelos

22 de Maio de 2019 - Saúde Suplementar

 

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O superintendente de Regulação da FenaSaúde, Sandro Leal, fala à plateia

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) esteve presente no workshop “A Reengenharia da saúde na busca de modelos por performance” da ASAP (Aliança para a Saúde Populacional), nesta quarta-feira, dia 22 de maio, em São Paulo. Sandro Leal, superintendente de Regulação da FenaSaúde, falou sobre a escalada de custos e inflação médica, suas causas e possíveis soluções. Segundo o superintendente, entre 2013 e 2018, as despesas assistenciais cresceram 80% e o número de beneficiários reduziu 3%.

“Independentemente da variação de beneficiários, a despesa assistencial é sempre crescente e em maior escala. Essa talvez seja a maior preocupação do ponto de vista macroeconômico da sustentabilidade do setor de Saúde Suplementar. A alta variação dos custos médicos  hospitalares (VCMH) é um problema global, e no  Brasil, foi 3,4 vezes superior à inflação da economia em 2017”, destacou.

Sandro Leal explorou as causas que motivam o atual crescimento de custos como o aumento no número de exames e inclusão de novos medicamentos e procedimentos ao Rol da ANS e as soluções de mercado para seu enfrentamento como o investimento no modelo de Atenção Primária à Saúde (APS).

“O modelo atual é ineficiente e garante apenas o tratamento das doenças. Diante deste cenário, algumas operadoras associadas à FenaSaúde estão redefinindo o modelo assistencial para a APS. Oferecer cuidado longitudinal, evitar o adoecimento e investir na prevenção para garantir a sustentabilidade do segmento.  É do interesse das operadoras que o beneficiário seja tratado da melhor maneira possível. O grande desafio é encontrar o equilíbrio e tratar devidamente as necessidades das pessoas”, ressaltou.

Em seguida, apresentou exemplos práticos da implementação da APS, alinhados com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). “ Se o modelo com APS diminui a ida à emergência, reduz internações desnecessárias, melhora a qualidade de vida e confere maior racionalidade ao sistema como um todo, parece ser uma opção a ser implementada”, concluiu.

Também participaram da mesa, o presidente da Associação de Hospitais de Minas Gerais, Reginaldo Teófanes e o diretor da ABRH Brasil, Luiz Edmundo Rosa. Em seguida, o vice-presidente da Funcional Health Analytics e diretor técnico ASAP, Ricardo Ramos, mediou o debate entre os palestrantes, que apresentaram a visão das operadoras, dos hospitais e das empresas.

Os atuais modelos estão no foco de vários debates por não favorecerem uma assistência de saúde de qualidade, podendo gerar desperdícios e altos custos. Novos modelos têm sido explorados com o objetivo de garantir um cuidado integrado a saúde das pessoas e tornar o sistema mais sustentável. Sob a ótica da experiência do paciente e colaborador, qualidade do cuidado e custo, o workshop visou compartilhar experiências bem-sucedidas de novos modelos por performance para inspirar os gestores no mercado da Saúde.

 

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