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Funcionamento da Saúde Suplementar é tema de palestra na CNseg durante 6ª Semana ENEF

O evento abordou a abrangência do setor e seus conceitos fundamentais

27 de Maio de 2019 - Educação em Seguros

A Saúde Suplementar foi tema de palestra realizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), no Rio de Janeiro, como parte das ações da Confederação na 6ª Semana Nacional de Educação Financeira. A palestra foi dividida em dois momentos.

O superintendente de Regulação em Saúde da FenaSaúde, Sandro Leal, fez um panorama do funcionamento do setor de Saúde Suplementar no Brasil, que tem cobertura de 25% da população. Para ele, o setor se atrela à dinâmica da macroeconomia, ou seja, se o país estiver economicamente bem, as empresas contratam, ampliam seus benefícios e os planos de saúde se inserem nesse contexto.

“As pesquisas mostram que plano de saúde é o terceiro benefício mais procurado e valorizado pelas pessoas, perdendo apenas para a casa própria e educação”, destacou o superintendente.

Sandro Leal apresentou aos presentes como está o mercado e sua relevância na economia atual. Em planos de assistência médica há 47 milhões de beneficiários, já em planos exclusivamente odontológicos são 24 milhões de beneficiários. “A saúde suplementar representa 2,9% do PIB nacional e retorna para a sociedade 161,5 bilhões em despesas assistenciais (exames, insumos, consultas, por exemplo)”, disse Leal.

Já no segundo momento da palestra, o especialista em Regulação de Saúde, Bruno Eduardo dos Santos, falou das características dos produtos de planos de saúde, seus tipos e coberturas assistenciais.

“A diferença de um produto de plano de saúde para o de seguro geral, é que no seguro você tem um valor limitado para a cobertura do bem segurado. Já no plano de saúde, não há limite de exposição financeira. Você pode cobrir com a mesma mensalidade uma consulta de R$ 150,00 ou uma internação de milhares de reais”, exemplificou o especialista.

Bruno Eduardo frisou dois conceitos importantes para que essa capacidade de pagamento seja possível para todos os beneficiários, por meio do mutualismo e do pacto intergeracional, uma vez que a despesa assistencial é muito diferente entre as faixas etárias.

“Os idosos têm uma despesa assistencial muito superior à despesa de um indivíduo com 23 anos. Se houver cobrança dos idosos do valor relativo ao risco que eles representam, eles não teriam condições de pagamento. O que é feito é a redistribuição de risco entre as faixas etárias, de modo que os jovens subsidiam os idosos para que estes possam pagar um valor mais baixo”, explicou Bruno.