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Superintendente e especialista da FenaSaúde apresentam um panorama da Saúde Suplementar durante a 6ª Semana ENEF

Palestras ocorreram nesta quinta-feira, dia 23, na dede da Confederação das Seguradoras, no Rio

23 de Maio de 2019 - Saúde Suplementar

O superintendente de Regulação da FenaSaúde, Sandro Leal, apresentou, na tarde desta quinta-feira, dia 23, palestra no auditório da CNseg, no Rio, sobre o funcionamento da saúde suplementar. Trata-se de uma das ações da Confederação das Seguradoras realizadas durante a 6ª Semana ENEF e que, neste dia, foi todo focado na saúde suplementar, com live transmitida pelo Facebook na parte da manhã (veja mais aqui) e, após a apresentação de Sandro, com palestra com o especialista em Regulação da FenaSaúde Bruno Eduardo dos Santos sobre os tipos de planos, contratos, coberturas e carência.

Sandro iniciou sua apresentação listando algumas peculiaridades do seguro saúde que, diferentemente dos outros tipos de seguro, possui um regulador próprio, que é a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e atende a 47,3 milhões de pessoas em planos médico-hospitalares, o que representa 25% da população brasileira. Somando-se, então, os beneficiários de planos odontológicos, o número de pessoas assistidas chega a 71,5 milhões.

A arrecadação da saúde suplementar também conta com números grandiosos, alcançando a cifra de R$ 200 bilhões em 2018 (2,9% do PIB), sendo que R$ 161,5 bilhões desse montante foram gastos em despesas assistenciais, ou seja, pagos a médicos, hospitais e demais prestadores em ressarcimento aos atendimentos prestados aos beneficiários. Curiosamente, esse valor é equivalente ao que o SUS gasta anualmente com os 75% restantes da população, como lembrou Sandro.

Mas, apesar desses valores, o setor de saúde suplementar vem enfrentando grandes desafios relacionados à sua sustentabilidade. Em primeiro lugar, como disse o superintendente, por ser muito sensível à dinâmica da macroeconomia, ou seja, quando a economia vai bem ele cresce e, quando vai mal, encolhe. Além disso, as fraudes e a judicialização na saúde dificultam muito o equilíbrio financeiro das pouco mais de mil operadoras em atividades, além do problema da rápida incorporação de novas tecnologias, que faz com que a inflação médica seja muito maior que a inflação média medida pelo IPCA.

Os tipos de planos de saúde e as características de cada um

A apresentação do especialista em Regulação da FenaSaúde Bruno Eduardo dos Santos foi focada em questões mais objetivas relacionadas à saúde suplementar. Por meio dele, os presentes puderam saber que os planos de saúde são divididos em planos individual/familiar, coletivos empresariais e coletivos por adesão. O primeiro é contratado diretamente pelo beneficiário. O segundo, por empresas para seus funcionários e, o terceiro, por associações para seus participantes. Esses dois últimos tipos representam, inclusive, 80% do total de planos.

Duas das principais diferenças entre os planos individuais/familiares e os coletivos referem-se à carência e à forma de reajuste. Nos planos individuais/familiares e nos coletivos até 30 vidas, há uma série de prazos de carência para o beneficiário ser atendido, o que não acontece nos demais coletivos. Isso ocorre para evitar que uma pessoa só contrate um plano de saúde quando precisar de um atendimento específico, deixando o plano logo em seguida, o que torna inviável um sistema de mutualismo. Já em relação aos reajustes anuais, estes são definidos pela ANS para os planos individuais/familiares (e nos coletivos até 30 vidas), enquanto que nos planos coletivos com mais de 30 vidas, os valores dos reajustes são definidos em negociação livre entre as partes. O entendimento é que uma empresa que negocia com uma operadora os valores para um grande número de beneficiários, tem um maior poder de barganha e capacidade de obter melhores preços.

Os reajustes de mensalidade também podem se dar por mudança de faixa etária, que são 10 no total, sendo que o valor da última faixa não pode ser mais que seis vezes maior que o da primeira. Entretanto, afirmou Bruno, como os idosos, em regra, utilizam muito mais o sistema de saúde que os jovens, as despesas assistenciais das pessoas com mais de 59 anos são, em média, 10 vezes maiores que os jovens da primeira faixa.

As ações da CNseg na 6ª Semana Nacional de Educação Financeira seguem até essa sexta-feira, quando às 10 horas, o presidente da Comissão de Produtos e Coordenação da FenaCap, Natanael de Castro, abordará os mitos da Capitalização em live transmitida pela página da CNseg no Facebook. A partir das 14 horas, então, o gerente de Negócios Varejo da Brasilcap, Rafael Jordão Fonseca; o diretor Executivo da FenaCap, Carlos Alberto dos Santos Corrêa; e o superintendente da Bradesco Capitalização, Douglas Duran Bejo, apresentarão palestra sobre disciplina financeira com títulos de capitalização no auditório da sede da CNseg, no Rio de Janeiro.

>> Clique aqui para conferir a programação completa da CNseg na 6ª Semana Nacional de Educação Financeira

 

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