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Projeções da FenaSaúde se confirmam e planos de saúde terminam 2021 com quase 49 milhões de beneficiários

Esse é o maior número desde 2015. Sinistralidade, que, em 2021, voltou aos patamares pré-pandemia, fechou o ano em 79% - mesmo índice verificado em 2019

09 de Fevereiro de 2022 - Saúde Suplementar

 

Dados divulgados nesta segunda-feira, 7/2, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apontam que os planos de saúde fecharam 2021 com 48.995.883 de beneficiários, um crescimento de 3,2% em relação a 2020. Trata-se da melhor marca desde 2015, quando o número de clientes de planos de saúde alcançou 49.191.957 de beneficiários. O número havia sido antecipado por projeções feitas pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), em dezembro. Desde junho de 2020, cerca de 2,3 milhões de beneficiários ingressaram no sistema. 

“A pandemia despertou o senso de urgência para a contratação de planos de saúde, o que explica a alta expressiva de novos beneficiários na saúde suplementar. Aliado a isso, as operadoras de planos de saúde seguiram dedicadas a implementar estratégias para a retomada de clientes”, diz Vera Valente, diretora executiva da FenaSaúde. “A recuperação de postos de trabalho também contribuiu para o fenômeno”, avalia a executiva.

De acordo com a ANS, o maior volume de contratações se deu no plano coletivo empresarial, que cresceu 5% em 2021, frente ao ano anterior. Os coletivos por adesão (planos oferecidos a categorias profissionais e associações) avançaram 0,6%. Já os planos individuais ou familiares registraram recuo de cerca de 1,5%.

“Para que a curva de novos beneficiários continue ascendente, é fundamental ampliarmos ainda mais o acesso à saúde para a população brasileira. Isso se dará por meio de maior concorrência, planos mais acessíveis, segmentação de coberturas e melhor eficiência operacional. Estamos empenhados para que isso aconteça em 2022, quando se espera a revisão do marco legal do setor”, diz Vera Valente.

Para a executiva, o aumento no número de beneficiários de planos de saúde, além de garantir atendimento de qualidade para mais brasileiros, ajuda a desafogar o Sistema Único de Saúde, permitindo a concentração de recursos e esforços da área pública no atendimento à população de menor renda.

Sinistralidade avançou

De acordo com o último Boletim Covid-19, divulgado pela ANS, as despesas dos planos de saúde com o atendimento de seus beneficiários voltaram aos níveis anteriores à pandemia de Covid-19. 79% do que as operadoras arrecadaram com as mensalidades foram repassados a hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais de saúde para cobrir os atendimentos provocados não só pelo coronavírus, mas também por outras doenças, bem como para os procedimentos não urgentes, represados desde 2020. Segundo a agência reguladora, trata-se do mesmo percentual registrado em 2019, ano que antecedeu a pandemia.

A retomada do índice de sinistralidade foi impulsionada também pelo crescimento de autorizações para exames e terapias. Em abril de 2021, o índice foi 160% superior ao verificado no ano anterior. Em dezembro, o índice estava 7,3% maior que em 2020. O Boletim da ANS também mostra que a ocupação de leitos hospitalares, em 2021, foi maior para atendimento de casos não relacionados à Covid-19, sendo a única exceção o mês de março, o que indica forte retomada dos procedimentos eletivos.

 

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